Visão Além do Alcance leva atendimento oftalmológico à população privada de liberdade da Papuda

O Instituto de Saúde – Humanidade & Pesquisa (ISHP), cumprindo seus objetivos estatutários com seriedade e comprometimento com o SUS, e em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal e o Ministério Público, está atendendo a população privada de liberdade do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Como funciona o atendimento

A equipe de saúde do ISHP realiza as consultas dentro das unidades do complexo, com diversos equipamentos oftalmológicos e médicos já dimensionados para o projeto. Os atendimentos acontecem exclusivamente por demanda regulada pela Secretaria de Saúde, por meio do SISREG — não há atendimento por livre demanda.

A ação faz parte da meta global do projeto, de 36.000 atendimentos no Distrito Federal, e não altera a capacidade nem o cronograma dos demais polos de atendimento à população. Os pacientes atendidos na Papuda vêm da fila regulada da Região de Saúde Leste, e toda a operação utiliza recursos de pessoal, equipamentos e insumos já previstos no plano de trabalho, sem custo adicional para a administração pública.

SAÚDE PARA TODA A SOCIEDADE

São os nossos profissionais de saúde levando saúde para toda a sociedade, sem preconceitos e sem discriminação, porque o nosso objetivo de existir é servir para viver!

 

Visão Além do Alcance: oftalmologia humanizada e acessível para quem mais precisa

Enxergar bem muda tudo: o aprendizado da criança na escola, o desempenho do adulto no trabalho e a autonomia e a segurança do idoso. Foi para combater a desigualdade no acesso à saúde ocular que o ISHP criou o projeto Visão Além do Alcance, com a missão de democratizar e ampliar o acesso da população aos cuidados médicos especializados em oftalmologia.

Do diagnóstico ao tratamento

  • Atendimento humanizado, com acolhimento a cada paciente;
  • Consultas e exames, com avaliações oftalmológicas detalhadas e exames de precisão;
  • Acompanhamento contínuo — o objetivo não é entregar apenas uma receita, mas cuidar da saúde dos olhos.

Como o projeto atua

Por meio de ações estratégicas, mutirões e campanhas, em forte parceria com a rede pública de saúde, o projeto ajuda a diminuir as filas e leva infraestrutura oftalmológica a quem encontra barreiras para ser atendido. A prevenção da cegueira evitável e a melhoria da qualidade de vida estão no centro do trabalho.

Queremos ser uma ponte entre a necessidade e a cura.

2ª Expedição Científica à Resex do Rio Ouro Preto une ciência, conservação e saberes tradicionais

Após o sucesso da primeira edição, o ISHP participa da 2ª Expedição Científica à Reserva Extrativista (Resex) do Rio Ouro Preto, em Rondônia — uma iniciativa que une ciência de ponta, conservação ambiental e saberes tradicionais.

Objetivos

  • Inventário da biodiversidade: catalogar a fauna e a flora, com foco em grupos pouco estudados e em espécies ameaçadas;
  • Monitoramento ambiental: avaliar a qualidade da água do Rio Ouro Preto e a integridade da cobertura florestal;
  • Valorização do conhecimento tradicional: os moradores da reserva participam como co-pesquisadores;
  • Apoio à gestão: gerar dados técnicos para o plano de manejo da Resex e propostas de políticas públicas de conservação.

Linhas de pesquisa

  • Fauna e flora: levantamento de mamíferos, aves, anfíbios e flora nativa, com mapeamento de habitats;
  • Hidrologia: análise físico-química e biológica dos corpos d'água;
  • Socioeconomia: estudo das práticas extrativistas, como a coleta de castanha e de borracha.

Uma construção coletiva

A expedição reúne cientistas, instituições de pesquisa, órgãos governamentais e a associação de moradores da Resex. Para as comunidades, a reserva é mais do que território: é um escudo contra o desmatamento e a pressão ambiental na região.

Saúde Única na Amazônia: os quatro eixos de atuação do ISHP na região

Na Amazônia, a saúde das pessoas não se separa da saúde da floresta. Partindo do conceito de Saúde Única (One Health), que integra saúde humana, animal e ambiental, o ISHP estruturou sua atuação na região em quatro eixos.

1. Saúde intercultural e assistência comunitária

Logística fluvial e aérea, com barcos-hospitais e unidades móveis; diálogo com os saberes tradicionais de parteiras, pajés e benzedores; e telemedicina conectando os postos locais a especialistas.

2. Saneamento ecológico e segurança alimentar

Banheiros secos comunitários, filtragem de água de baixo custo, apoio ao manejo sustentável do açaí, do peixe e da castanha, e monitoramento de metais pesados, como o mercúrio.

3. Vigilância epidemiológica e prevenção de zoonoses

Controle de vetores da malária, dengue, chikungunya e doença de Chagas, pesquisa de vírus e bactérias em ambientes silvestres e capacitação de agentes comunitários.

4. Impactos clínicos das mudanças climáticas

Atenção à saúde respiratória e cardiovascular afetada pela fumaça das queimadas, especialmente de crianças e idosos, resiliência climática no SUS e cuidado com a saúde mental.

O que se espera alcançar

  • Redução da mortalidade infantil e materna nas comunidades;
  • Erradicação de doenças de veiculação hídrica;
  • Prevenção de epidemias locais e globais;
  • Sistemas de saúde preparados para emergências.

O hospital mais importante da região é a própria floresta preservada.

Acolher Família: cuidado integral para crianças atípicas e para quem cuida delas

Cuidar da criança é cuidar de quem cuida dela.

É com esse princípio que o ISHP desenvolve o Projeto Acolher Família, um núcleo de apoio dedicado a crianças atípicas e às suas famílias.

Apoio terapêutico

Estimulação precoce e acompanhamento com psicopedagogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicólogos, com abordagem em ABA. O projeto oferece oficinas de integração sensorial e atendimento psicológico em ambiente adaptado, com luzes baixas e tempo estendido.

Educação inclusiva e lúdica

Salas com mobiliário adaptado, aulas de música, arte e jardinagem, e tecnologia assistiva — como tablets com jogos educativos, óculos de realidade virtual para dessensibilização a medos e softwares de leitura.

Autonomia e convivência

Grupos de habilidades sociais com teatro e contação de histórias, oficinas de vida prática (cozinhar, arrumar a mochila, lidar com dinheiro e higiene) e natação.

Apoio às famílias

Uma "Escola de Pais" com psicólogos, que orienta sobre limites, crises e burocracias como laudos e benefícios; grupos de troca de experiências; e o "Respiro familiar", para que os cuidadores também possam descansar.

Espaço acessível e ponte para o futuro

Pisos táteis, rampas e brinquedos inclusivos, como balanço com cinto e gira-gira para cadeirantes. Para os pré-adolescentes, o projeto prevê programa de jovem aprendiz com apoio de empresas locais e mentorias vocacionais.

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